Curso de Clown em Brasília

Julho 25, 2008

:o )) Rir, rir e fazer rir – os melhores remédios e preservatidos da saúde :o ))

O riso e o sorriso desencadeiam a liberação e produção de endorfinas que são conhecidas como os hormonios da felicidade e da longevidade. O riso é bom para o físico, para a psique e para a alma. Procurar ser feliz é procurar cultivar qualidades, virtudes e bons pensamentos, tentando manter-se positivo e cercar-se de pessoas positivas. O médico clínico geral e homeopata Eduardo Lampert, autor do livro “Terapia do Riso, a Cura pela Alegria“, considera o riso como um grande estimulador: “O simples esboçar de um sorriso, o riso ou uma gargalhada bem gostosa – e quanto mais intensa melhor – cria uma onda vibratória que propicia de imediato um relaxamento corporal que se estende para todo o corpo, dando uma sensação de bem-estar físico, mental e emocional. Protege ajudando a nos prevenir de várias enfermidades”. O médico afirma ainda que quanto mais intenso, melhor. Mas que um simples sorriso, uma graça, situações cômicas, bons pensamentos, bons sentimentos, boas lembranças, palavras de apoio e incentivo já são fatores importantes à síntese das endorfinas. “É bom lembrar que sorrir nas adversidades é privilégio dos fortes”, completa.

Fonte: khatyaozzetti.blogspot.com


Cidadania

Julho 24, 2008

*”Cidadão não é aquele que vive em sociedade – é aquele que a transforma!”*
Augusto Boal

Uma oportunidade para praticar é participar do encontro da comunidade na cachoeira do córrego urubu amanhã 25/07 à partir das 17 h para comemoração do Dia Mundial de Amor e Gratidão às Águas (World Day of Love and Thanks to Water). O evento acontece em todo o mundo e foi inciado pelo cientista japonês Masaru Emoto que desenvolve importante trabalho sobre como sentimentos e emoções modificam as moléculas da água. Também no dia 25/07 é comemorado o Dia Fora do Tempo segundo o calendário maia. Participem e tragam alguma fruta ou algo para compartilhar…

Nos vemos lá!
Data: 25/07/2008 (sexta-feira -amanhã)
Onde: cachoeira do Córrego do Urubu – entrada pela chácara Murici (entrada pelo Portal das Águas)
Quem: todos que queiram ter um final de tarde agradável agradecendo às águas.
Equipe do Movimento Salve o Urubu

Rumi 3 Poemas

Julho 16, 2008

“Se não fosse o puro Amor,

então como eu poderia fazer existir

os céus?

Eu levantei esta esfera celestial

para você poder conhecer

quão sublime é o Amor.”

2

“O Amor de Alá é um oceano sem fim,

Onde os céus não são mais

do que um pouco de espuma.

Saiba que as ondas deste Amor

movem as rodas do paraíso

sem este Amor,

o mundo não teria vida.

Cada partícula,

plena com esta Perfeição,

se apressa em Sua direção.

Esta pressa diz, implicitamente,

‘Glória seja dada a Allah!’”

3

“Nem Cristão, ou Judeu,

nem Muçulmano, Hindú,

Budista, Sufi ou Zen.

Nenhuma religião, ou sistema cultural.

Eu não sou do Leste ou do Oeste,

não vim do oceano, nem do solo,

nem natural ou etérico,

nem composto de elementos de jeito nenhum.

Eu não existo, não sou uma entidade,

neste mundo, ou no próximo,

Não decendo de Adão e Eva,

ou nenhuma estória da criação.

Meu lugar é um não lugar,

um traço do não traçado.

Nem corpo nem alma,

eu pertenço ao Amado,

vi os dois mundos como Um,

e este Um

para chamar, e conhecer –

primeiro, último,

fora, dentro,

apenas este sopro,

soprando ser humano.”


Bom Humor é Preciso

Julho 11, 2008

“… Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades,  auto-estima, ausência de estresse.” F. Betto

Para preencher os 3 requests do Frei: use :) ou :) ) leve, humoroso, como ele escreve descrevendo a sociedade tal bardo Celta, tal xamã Zulú – verdadeiramente o que é!

DO MUNDO VIRTUAL AO ESPIRITUAL

Por Frei Betto

Monges da Escola do Dalai Lama de Budismo

Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, Monges da Escola do Dalai Lama de Budismo, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos em paz em seus mantos cor de açafrão. Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São  Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares,  preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já  haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um  outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: “Qual dos dois  modelos produz felicidade?”

Encontrei  Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: “Não foi à  aula?” Ela respondeu: “Não, tenho aula à tarde”. Comemorei: “Que bom, então de  manhã você pode brincar, dormir até mais tarde”. “Não”, retrucou ela, “tenho  tanta coisa de manhã…” “Que tanta coisa?”, perguntei. “Aulas de inglês, de  balé, de pintura, piscina”, e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: “Que pena, a Daniela não disse: “Tenho aula de meditação!”

Estamos construindo  super-homens e supermulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente  infantilizados. Por isso as empresas consideram agora que, mais importante que  o QI, é a IE, a Inteligência Emocional. Não adianta ser um superexecutivo se  não se consegue se relacionar com as pessoas. Ora, como seria importante os  currículos escolares incluírem aulas de meditação!

Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não  tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em  relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: “Como  estava o defunto?”. “Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!” Mas como  fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?

Outrora, falava-se em realidade:  análise da realidade, inserir-se na realidade, conhecer a realidade. Hoje, a  palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Pode-se fazer sexo virtual pela  internet: não se pega aids, não há envolvimento emocional, controla-se no  mouse. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga  íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizi­nho de  prédio ou de quadra! Tudo é virtual, entramos na virtualidade de todos os  valores, não há compromisso com o real! É muito grave esse processo de  abstração da linguagem, de sentimentos: somos místicos virtuais, religiosos  virtuais, cidadãos virtuais. Enquanto isso, a realidade vai por outro lado,  pois somos também eticamente virtuais…

A  cultura começa onde a natureza termina. Cultura é o refinamento do espírito. Televisão, no Brasil – com raras e honrosas exceções -, é um problema: a cada semana que passa, temos a sensação de que ficamos um pouco menos cultos.

A  palavra hoje é ‘entretenimento’; domingo, então, é o dia nacional da  imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se  apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a  publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é  o resultado da soma de prazeres: “Se tomar este refrigerante, vestir este  tênis,­ usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!” O problema é  que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que  acaba­ precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a  neurose.

Os psicanalistas tentam  descobrir o que fazer com o desejo dos seus pacientes. Colocá-los onde? Eu, que não sou da área, posso me dar o direito de apresentar uma su­gestão. Acho que só há uma saída: virar o desejo para dentro. Porque, para fora, ele não tem aonde ir! O grande desafio é virar o desejo para dentro, gostar de si mesmo, começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para  uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.

Há uma  lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Se alguém vai à Europa e visita  uma pequena cidade onde há uma catedral, deve procurar saber a história  daquela cidade – a catedral é o sinal de que ela tem história. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shopping centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingos. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas…

Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno… Felizmente, terminam todos na  eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do McDonald’s…

Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: “Estou apenas fazendo um passeio socrático.” Diante de seus olhares espantados, explico: “Sócrates,  filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: “Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser  feliz.”

Frei Betto é escritor, autor, em parceria com Luis Fernando Veríssimo e outros, de “O desafio ético” (Garamond), entre outros livros.