L’Oratorio d’Aurélia Chaplin

Junho 18, 2008

Victoria Thierrée Chaplin ‘viajou’ em uma publicação vendida nas ruas da Paris medieval e criou, junto com a filha atriz, o Oratório de Aurélia. The World Upside Down (O Mundo de Cabeça para Baixo) trazia desenhos populares de situações invertidas e loucura, como um cavaleiro carregando seu cavalo nas costas ou uma árvore com as raízes para cima e os galhos na terra. Num processo intuitivo filha e neta de Charles Chaplin demoraram um ano para criar esta obra-prima onde todo cenário e adereços foram feitos `a mão e que continua sendo transformada. “A Vic vê os filmes das apresentações e nos liga no Skype para mudarmos algo. Ela está em turnê há 15 anos com meu pai – o Circo Invisível. Mas se não estivessem, ela estaria aqui dando pitecos. Ela adora aprimorar, mudar, tornar perfeito”. Filha de Chaplin, “Chaplinha” é!

5 anos depois da ‘première en France’, Aurélia e Jaime, porto-riquenho ex-dançarino por 20 anos da Parsons Dance Company, fizeram muito sucesso na Europa, Ásia e América. Ele conta: “O processo de criação delas é como uma cia de dança, trabalhando com filmagens e vendo o que funciona. Mas também quiseram me tornar um ser humano, o que para mim é difícil pois fui dançarino por 43 anos. Diferente e igual do Parsons que é puro físico, precisando praticar muitíssimas vezes, esse espetáculo é muito por dentro, muito sentimento, e tenho que fazer caras e voar a 10 metros do chão, como nunca fiz antes.”

Qual a história? A atriz responde: “prefiro que o público descubra. Cada pessoa tem uma visão diferente e descobre uma história. O show é entretenimento e ilusão, e tudo o que eu falar é bla, bla, bla… Tipo o trem que passa por dentro da minha barriga. Como explicar? Quando sonhamos aceitamos tudo no sonho como sendo real, daí acordamos e vemos que era nonsense, absurdo. As crianças gostam muito, especialmente quando percebem que estão vendo algo que não foi feito para crianças. Dependendo da sua interpretação, há uma relação com a loucura, a imaginação ou os sonhos. É sempre libertador ver uma coisa que parece que vai acontecer de um jeito e depois somos surpreendidos. É fácil ver os truques, mas a platéia em geral não quer prestar atenção em como é feito e assim fica maravilhada com o resultado.

Pa�s Irmão

Com apoio da Embaixada da França, no Brasil 8.000 pessoas já assistiram ao show visual baseado em ilusões óticas, e que varia com a expectativa do público. “A reação muda muito. Em Londres eles ficam extasiados com os truques. Aqui a platéia vê mais a dramaticidade, a conexão com suas próprias vidas.”

Jaime Martinez

Este post foi feito depois da entrevista coletiva dos atores Aurélia Thierrée e Jaime Martinez que estarão mostrando L’Oratorio d’Aurélia na Sala Villa Lobos do Teatro Nacional de Brasília dias 21 e 22 de junho. Sábado `as 21h e Domingo `as 20 horas. Depois rodarão no Brasil.

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    Ambiente Inteiro, no dia mundial

    Junho 5, 2008

    There is hope if people will begin to awaken that spiritual part of themselves, that heartfelt knowledge that we are caretakers of this planet.  ~ Brooke Medicine Eagle

    Existe esperança se as pessoas começarem a acordar para a parte espiritual delas, o conhecimento intuitivo de que somos os guardiões deste planeta. ~ Brooke Águia de Cura

    Há 21 anos eu morava em Londres. Cada saco para levar as compras custava 10 pences (± 30 centavos). Até hoje espero algo parecido no nosso Brasilzão… ou a adoção de material alternativo.

    Enquanto isso, evito receber mercadorias em sacos e brinco com os empacotadores: Mais coisas num mesmo saco, por favor, que eu já tô de saco cheio, quer dizer, cheio de saco! ou então: Enche o saco aí, véi, que lá em casa já tenho muito saco.

    Se encontro ouvidos atentos depois da brincadeira eu continuo, pois acredito que educar uns aos outros é nosso dever. Daí digo algo tipo “a Terra agradece! Sabia que leva de 20 a 100 anos pro plástico desaparecer? ou: Sou amigo dos golfinhos e muitos morrem por causa dos sacos!

    Sacou?

           

           


    Riso e Deuses :o)) Laughter and Gods

    Junho 3, 2008

    Tempo gasto rindo é tempo gasto com os deuses. ~ provérbio Japonês

                           

    Time spent laughing is time spent with the gods. ~ Japanese Proverb

    “”Um Xamã vai até os céus

    Por Edmundo Pelizari para o Jornal de Umbanda Sagrada, Maio de 2008

    Uma história dos antigos curandeiros escandinavos.
    Uma velha história contada ao pé da fogueira pelos poderosos “skaldos” (poetas adi­vinhos), conta que Thorvald, um misterioso xamã, resolveu viajar até os céus onde moravam os deuses e divindades de todo o Universo.

    Certa noite, ele fez suas poderosas medita­ções e preces, subindo como uma águia até as distantes mansões celestiais. Primeiro ele encontrou um grande palácio, todo fortificado e protegido pelos anjos mais terrí­veis e fulgurantes. Adentrando por uma fortificada porta de ouro, caminhou até a sala principal onde encontrou um deus idoso e luminoso, sentado em um magnífico trono de fogo. Irado com aquela invasão, o deus perguntou ao xamã o que fazia ali e o ameaçou com terríveis maldições.

    Thorvald respondeu que desejava conhecer a verdadeira natureza dos deuses e tirar suas próprias conclusões. O deus então gritou, lamentou, lembrando ao mortal xamã que ali não era lugar de simples humanos. Depois pediu que fosse rapidamente embora, voltando à terra para cumprir os deveres impostos aos seus pobres habitantes.

    Thorvald, sem perder a compostura, perguntou se havia alguma vantagem em seguir os ensinamentos e os mandamentos de um deus tão bravo e exigente. Irritado ainda mais, o deus o expulsou dali. Tranquilamente Thorvald acenou e foi embora um tanto desapontado.

    Em seguida, voando mais alto, ele avistou outro palácio celestial. Era uma construção muito bela, florida e perfumada. Ali morava o deus do amor. Mais uma vez, Thorvald entrou sem ser anunciado, encontrando um deus afável e carinhoso, sentado em uma simples almofada. O deus do amor, dando mostras de satisfação, gentilmente perguntou ao xamã quem era ele e o que desejava ali em sua modesta morada.

    Thorvald respondeu que desejava conhecer a verdadeira natureza dos deuses e tirar suas próprias conclusões. O tranqüilo deus ficou profundamente triste com tal pergunta. Argumentou que necessitava ser amado, acarinhado, respeitado, pois sofria por todos os humanos e tinha dado tudo para a ignorante humanidade, sem nada receber em troca. Depois disso, desabou em lamentos infindáveis.

    Thorvald, sem ficar abalado, perguntou se havia alguma vantagem em seguir os ensinamentos e os mandamentos de um deus tão bom, carente e pedinte. O deus do amor abaixou os olhos e suspirou longamente…

    Thorvald, decepcionado mais uma vez, saiu daquele lugar. Na imensidão dos céus, desta vez resolveu voar mais longe e mais alto ainda. Viajando além das estrelas jamais vistas a olho nu, viu ao longe uma magnífica fortaleza e dentro dela uma pequena cidade. Entrou nela, andou pelas ruas e ouviu uma grande algazarra vinda de uma espécie de taverna. Assombrado por tão grande alarido, Thorvald abriu a porta e encontrou uma centena de deuses gritando, cantando e rindo como crianças.

    Subindo em cima de uma mesa, ele valentemente indagou que espécie de espelunca celeste era aquela e que tipo de deuses malucos eram eles. Ninguém respondeu… Thorvald passou a gritar cada vez mais forte, mas nada acontecia. Ele era completamente ignorado pelos divertidos convivas.

    De repente, um jovem e belo deus olhou para ele e o convidou para um trago. Thorvald, que já havia visto de tudo sob o céu e debaixo da terra também, ficou completamente atordoado com tal comportamento e sugestão. Não suportando mais aquela ridícula cena, ele começou ofender todos os que ali estavam sem temer as conseqüências.

    Os deuses pararam a brincadeira, olharam para Thorvald e caíram em uma debochada gargalhada. Em seguida retomaram suas canções e jogos. O jovem e belo deus tornou a olhar para o confuso xamã e disse alegremente: “Meu filho, você nada entende de boas ma­neiras. Sabe que podemos destruí-lo agora mesmo? Mas de que adiantaria? Já que viajou tanto para buscar uma verdade, sente-se e beba conosco. Contudo, escreva em seu coração: sempre desconfie de um deus e de uma religião que não tenha senso de humor!”

    O xamã, caindo em si, agradeceu a lição e foi embora pensativo. Retornando rapidamente para junto dos humanos, Thorvald estava completamente satisfeito. Aprendera a verdadeira natureza dos deuses e divindades. Encontrara, por fim, o sentido real da religião.

    Centenas de anos se passaram… E a pobre humanidade voltou a ser séria, iracunda, fanática, chorosa e egoísta em matéria de religião. Deuses sedentos de vingança ou repletos de culpa fazem sucesso na vida moderna. O xamã Thorvald, hoje habitando o céu dos alegres deuses e deusas, olha para baixo e ri de todos nós…”"

    Que tipo de Deus você ama?