Aspiração Mais Elevada :o)) Highest Aspiration

Abril 25, 2008

Minha aspiração mais alta?
Que todos cumpram seu Dharma… sem drama, please.

Gavião Pairando

Thanks All for the life i live within the I in me.
May all fulfill their Dharma… without drama, please.
This is my highest aspiration.

Agradeço  Tudo  pela  vida  que  eu  vivo  no  Eu  em  mim .


Cebolinha Pega o Cascão

Abril 18, 2008

“Viu o que aconteceu com o Uno do pai do Flanjinha?”
???
Doblô, heheEsses amiguinhos inseparáveis e tão bonitinhos!


Nova Comunidade Global e Virtual

Abril 18, 2008

Facebook é o Orkut internacional, e esta comunidade é para adeptos e simpatizantes do Santo Daime.
Facebook is the international Orkut, and this community is for friends of the Santo Daime Religion.
http://www.facebook.com/group.php?gid=4695441445 (necessário cadastro caso não seja usuário do Facebook)


A Cultura do DF comemora a mixaria.

Abril 4, 2008

repenteeembolada.mp3 Clique com o botão direito do mouse para ouvir a música Repente e Embolada em outra janela

Alguma coisa é melhor do que nada

Depois de lotar a galeria durante a Sessão Ordinária Câmara Legislativa neste 1º de abril de 2008, os artistas estavam exultantes com a aprovação em primeiro turno da PELO 25/2007 – Proposta de Emenda à Lei Orgânica que obriga o GDF a destinar para a cultura pelo menos 0,3% da receita corrente líquida. Enviada pelo Governador Arruda, esta Emenda nem mesmo alcança o patamar de 0,5% presente no Artigo 226, §6 da Constituição Federal que permite aos Estados e o Distrito Federal criar fundos estaduais para a cultura que utilizem até 0,5% de sua receita. Esta 1ª votação registrou 21 votos SIM a 0. Apenas 3 Deputados não votaram porque não estavam presentes. A segunda votação ocorrerá dentro de 15 dias, mas será apenas uma formalidade burocrática* já que é consenso entre os Distritais, unanimemente. Será que nem “toda unanimidade é burra”, Nélson?

Mesmo sendo pouco, a França destina 1,5% de seu PIB e a Alemanha 0,7% `a cultura, este percentual dará fôlego para os artistas continuarem criando e apresentando suas obras. Se já estivesse valendo hoje o GDF teria de investir pouco mais de R$25 milhões na área cultural em 2008. Esta cifra pode e deve ser aumentada, pois cada vez mais negócios estão sendo realizados em Brasília e arredores, seguindo a onda de crescimento do Brasil que parece não ter obstáculos. Nem mesmo os desvios e mau uso da receita pública pode frear nosso desenvolvimento.

A Classe artística foi a grande batalhadora e ganhadora deste aumento de recursos. Artistas reunidos conversaram, reivindicaram e pressionaram o GDF até que a PELO 25/2007 fosse criada e levada `a Câmara. Dois grupos foram muito importantes neste processo. O Fórum de Cultura do DF, presidido pelo Maestro Rênio Quintas, atuou contactando os parlamentares e propondo idéias na Audiência Pública que fez nascer o outro grupo relevante ao processo: a recém-criada Frente Parlamentar de Cultura, presidida pelo Dep. Paulo Tadeu , que trabalhou acirradamente pela análise e aprovação da Emenda. Ontem, diante da massa inquieta que lotou a galeria, a Proposta passou na frente de outras 14 matérias e passou a ser a primeira votada pelos caros parlamentares. Duplo-sentido intencional, pois os gastos com pagamento de pessoal a que o Legislativo do DF tem direito chegam a 3% da receita líquida do GDF!

A comemoração Sec. Cultura DF, Dep. Eurides Brito, Roque José e Terezinha foi linda e espontânea, como só os corações artísticos livres podem expressar, mas ainda há mais luta adiante. Depois do segundo turno, haverá nova Audiência Pública para discutir a regulamentação da Emenda. É preciso regulamentar. Não podemos aceitar nenhum procedimento nebuloso ou pouco claro, tudo deve ser de forma democrática e transparente para que possamos fazer da cultura um instrumento de transformação da sociedade e aumento da cidadania. Apenas uma nova Lei poderá assegurar que os recursos sejam aplicados com justiça, evitando a promoção de grupos e pessoas em detrimento de outros, numa gestão que contenha todas as expressões do povo. A cultura do nosso Distrito Federal se fez e se faz com a soma de diversas expressões de todos os cantos e recantos do país e há que valorizar cada uma desta imensa, borbulhante e admirável diversidade.

US Black

Repentistas

Grupo Pellinsky

*formalidade burocrática é outro entrave que os artistas têm de lutar para eliminar do Brasil. De acordo com o Líder do PT, Dep. Cabo Patrício, dos 800 projetos aprovados pelo FAC/DF no ano passado, só 70 foram realizados. Por causa da burrocracia! Veja mais sobre isso no post anterior a este, ou aqui.


Boal e Turino em BsB

Abril 4, 2008

Como acabar com a burocracia?

TEATRO DO OPRIMIDO 13 MARÇO 15 HORAS MUSEU NACIONAL DE BRASÍLIA

Depois do evento, pergunto ao Mestre Augusto Boal: Qual o próximo passo para acabarmos com a burocracia do seu pesadelo? Ele responde “A paz tem um grande inimigo. A passividade. Temos que fazer alguma coisa enérgica contra a burocracia. Vocês que estão aqui em Brasília devem…” no final eu conto…

Agora do começo: 15h14 abrem-se as portas, mais ou menos 120 jovens na platéia – alunos de um colégio do ensino médio e da Faculdade Dulcina de Moraes, jornalistas, etc. Agitação efervescente, comum aos adolescentes e artistas cênicos. 15h18 começa o vídeo sobre o Logo CTO-Rio, mostrando imagens e entrevistas de alunos e multiplicadores do método criado por Augusto Boal, que está no Nepal, índia, África, EUA e Europa. Aqui no Brasil há 60 multiplicadores em 20 grupos que criaram 19 músicas originais e quase 300 peças artísticas: pinturas, esculturas, poesias, etc. Juliana do Nascimento Soares, aluna da Escola Municipal São Bento explicou como sua turma retratou o estandarte do Brasil: “Na bandeira colocamos outras cores, o preto e o sangue pra violência… frases diferentes como ’salve este pais’…a gente expressou ali o que a gente vê no dia a dia.”

Na explicação de Boal, vemos como sua idéia é fomentar a pedagogia ao invés da educação: “educar quer dizer mostrar o que já se sabe, vem do Latim educare = mostrar o caminho, já a pedagogia é colocar o jovem ou outra pessoa em condições de seguir seu próprio caminho”. No site, aprendemos que “o CTO-Rio implementa projetos que estimulam a participação ativa e protagônica das camadas oprimidas da sociedade, e visam à transformação da realidade a partir do DIÁLOGO e através de meios estéticos.” Boal: “Não é preciso ser poeta pra se fazer poesia, mas fazendo poesia viramos poetas. Somos aquilo que fazemos. A plateia abandona sua prisão que são as poltronas e vem protagonizar pois quem protagoniza segura as rédeas de sua vida.”

Foram criadas 22 cenas de Teatro Fórum onde uma pergunta é trazida ao público e ele responde. A realidade é apresentada em cena de cerca de 10 minutos, o espectador assume um dos papéis mas age de forma diferente conseguindo transformar esta realidade. Temas comuns: violência doméstica; abuso de poder na escola – diretoria sobre professores, e estes sobre alunos; discriminação dentro e fora da escola, influência da familia…

Assistimos 3 cenas: 1 – Opressão `a mulher dentro do acampamento dos Sem-Terra. 2 – “A entalada”. Falta de acessibilidade: gorda presa na roleta do ônibus. 3 – “Invasão”: estupro juvenil, tão forte e tocante que ganhou a votação para ser revivida com novas idéias para a menina de 13 anos se safar. A melhor solução, após 3 tentativas e muita discussão, foi apresentada por uma… adolescente de 13 anos que reviveu a personagem mas com a esperteza de não entrar na casa onde ficaria só com seu agressor. Aplausos muitos!

Augusto Boal e Célio Turino Célio Turino, o Secretário de Programas e Projetos Culturais do Ministério da Cultura, teve seu momento neste evento. Afinal o MinC tem convênio em vigência com o CTO-Rio, Teatro do Oprimido de Ponto a Ponto, cujo objetivo é “contribuir para o fortalecimento e a dinamização dos Pontos de Cultura envolvidos na iniciativa, através da capacitação de seus profisionais e/ou calaboradores, para ampliar e diversificar as possibilidades de atuação junto as comunidades circunvizinhas”. Célio não esqueceu seu inseparável chapéu para defender o projeto mais elogiado do ministério, o Programa Cultura Viva como iniciativa que potencializa pontos que já existem, ‘desescondendo’ o Brasil. Oferecendo a possibilidade da cultura trabalhar a união da ética, da estética e da economia. “O Programa ajuda os Pontos de Cultura na busca da solidariedade, colocando todos em rede para não ficarem isolados e sem sentido. Aquilo que fazemos para nós mesmos tem outro sentido para outros, os pontos vão conversando entre si e aprendendo uns com os outros, um contribui com o outro e vamos vendo que neste mar de diferenças há muita similaridade e vamos construindo esta convergência plena como o Teatro do Oprimido.” Agregando novas ações, mestres da cultura oral e tradicional, ligação da escola com a comunidade, ações com a juventude. O foco em 2008 é disseminar a idéia da cultura de paz, e dos pontinhos da cultura, do lúdico da brincadeira, especialmente para as crianças. Transformando este país e este planeta em um lugar que nós tratamos bem e que nos trata bem. Quando estamos bem cuidados cuidamos bem de tudo. Isso que é cultura = cuidar, ter cuidado.

O ponto alto do evento aconteceu exatamente no meio deste: a fala do Boal sobre o que ocorreu há 2500 anos atrás e o pesadelo que teve na noite anterior a esta apresentação. Talvez tenha se inspirado no desabafo do locutor que o precedeu que afirmou ser a burocracia o maior problema da Secretaria que comanda. O mestre nos contou da Grécia onde os camponeses viveram o fato da disciplina ser absolutamente necessária mas tolher a liberdade individual. Para plantar é preciso disciplina, plantio, poda e colheita no momento certo, etc. Assim os camponeses, depois de muito trabalho, se aliviavam cantando contra a religião, o governo e seus meios. O poder não aceitava mas tinha de dar liberdade para esta catarse depois de tanto trabalho. Sólon, grande ditador da época, resolveu dar dinheiro para as poesias e danças, promovendo os Cantos Ditirâmbicos. A primeira violência contra a liberdade. Mesma música e dança, evitando as críticas espontâneas ao sistema.

Como o sambódromo que domesticou o samba carioca, os Cantos terminavam numa grande praça onde os mandantes do governo viam o final da festa. Um dia, Téspis, inspirado coreógrafo e poeta, bebeu um pouco demais, saltou do coro e começou a dizer exatamente aquilo que pensava e sentia, refletindo o pensamento de todos. Sólon, muito elegante, sorriu e não disse nada. Depois, em particular, falou: Você nunca mais faça isso, dei $ para você dizer o que tinha sido ensaiado e você falou contra Deus, contra o Governo! Quem falou não fui eu, defendeu-se o poeta, o que fiz foi hipocrisia (fingindo ser quem não sou), você me viu falar mas eu estava apenas expressando o que todos sentem. Sólon cortou o artista: Quero censurar até sua improvisação da próxima vez. Téspis inventou as roupas os adereços mas não pode mais dizer o que sentia, pois era censurado. O poder sempre tenta censurar o teatro por causa da sua força.

“Nunca falei bem do governo. Pela primeira vez sou a favor do Governo. Defendo o Ministro Gil e o Juca (Ferreira, Secretário Executivo do MinC). Mas mesmo dentro deste bom governo existe a burocracia. Dentro da lei existem seres humanos. Absurda a existência de certas burocracias herdadas da ditadura infame que infectou este país. Meu pesadelo começou com Judy Garland, menininha, dançando pelo jardim e eu passeando naquela coisa lindissima, aquela grama verdissima, maravilhosa. Aí um pitbull entrou no pesadelo, o grunhido do pitbull era como o meu “que criancinha linda”, mas com sentido gastronômico. Peguei uma barra de ferro e fui até lá. Alguém me pega pelo braço, um guarda, que diz “não viu o cartaz? É proibido pisar na grama”. “Eu respeito a lei”, retruquei, “mas me desculpe, pois tenho que salvar a criança”. “Tudo bem, mas primeiro pega autorização na Secretaria de Parques e Jardins. Saí correndo para lá e o funcionário disse que não poderia me ajudar – era hora do almoço! Adiantei meu relógio mas tive de explicar a 3 burocratas, porque cada um respondia que era fulano quem cuidava daquele assunto. Finalmente encontrei o responsável que falou “um fiscal tem de ir comprovar”. Levei o fiscal no colo e vi que o cachorro já tinha comido o braço direito da menina. “O senhor tem razão mas temos que voltar à Secretaria”. Bateu a autorização numa máquina de escrever antiga e foi procurar a pessoa que carimba e assina. Quando voltei ao parque a criança tinha apenas cabeça do lado de fora da boca do cão, estava chorando e pedindo “me salva, me salva”… e foi engolida!”

“Temos que fazer um manifesto contra a burocracia, pois isso é o que acontece em nossa realidade.”

A resposta sobre qual o próximo passo? “Vocês que estão aqui em Brasília devem… descobrir qual a resposta. Vocês estão mais perto!” Tal qual um Mestre Taoísta, Boal nos devolve a pergunta e conclama que sejamos os protagonistas da resposta, mas dá uma dica desconstruindo o ditado popular ‘cabrito bom não berra’. Para Boal: “O cabrito que mais berra é o que vive mais.”


Primeiro Post

Abril 4, 2008

Graças a um grande amigo eu, finalmente, começo este blog com o intuito de divulgar informações que batem no meu coração. Serão muitos os assuntos, mas principalmente falarei de Artes e Xamanismo com alguma crítica bem humorada, pois o bom humor cura.

Boa Vida e Bom Caminho!

O Autor