Serpentinas Ondas

Fevereiro 20, 2009

onda encantada da serpente – 17/02 a 02/03

serpent1
Nos desenhos acima, do Egito e Europa, as pequenas almas emergem jubilantes da boca de uma Serpente. Expressam a passagem “Osiris entra no rabo de uma grande serpente, é levada por seu corpo e sai pela boca, renascendo renovada”. A história de Jesus/Jonas e a baleia espelham este mito. E outros como a Biscione dos Italianos e Quetzaqoatl, o ‘Senhor da Vida’ Maia que foi devorado por uma serpente. Tradução do Red Ice Creations.

O florescimento de nossa essência convoca a nossa atenção durante os próximos treze dias. Estamos entrando em uma onda portal, ou seja, os limites entre o tangível e o intangível se tornam mais tênues.Aproveite!
Aonde está minha energia?
Encontre os seus bloqueios causados por antigas memórias, destile a lição a ser aprendida e se despeça.
It’s time to be awake!
Transcenda o medo de sua mente multidimensional, encontre a morte de seu ego e seus padrões limitativos, deixe o drama da vida para as novelas das redes de tv,  e desencane daquelas fantasias ( que toodos nós carregamos ) de ser mais importante do que os outros, afinal, no grande tear cósmico todos somos os atores principais de nossas vidas!

A ação se modula nas novas formas, através do instinto do corpo, antiga sabedoria que carregamos em nossa forma física que nos torna capazes de enfrentar qualquer desafio através da alegria e do prazer de estar vivo aqui na Mãe Terra.
Encontre os sinais, aquiete a mente para ouvir o som do silêncio que te transporta pelo desconhecido que habita o teu ser, tornando-se um inquiridor deste novo mundo, um explorador do infinito espaço interior que lhe pertence, se banhando nos mistérios do céu e da terra para re-encontrar o seu lugar na roda da vida, sincronizando o seu movimento interno e externo de encontro aos tesouros que o mundo te oferece para a sua libertação da roda do samsara.
Estar infeliz ou feliz tem o mesmo gasto de energia.
O darma ou o karma depende de como voce ve a vida e se reflete em verdades superiores, do mundo do espírito.
A escolha é sua. A cada dia, a cada hora, você pode escolher.
Ninguém mais deve carregar a dor do mundo, mas fazer da sua vida uma bela obra de arte.
A felicidade também é contagiante no mundo intangível.
Encontre o seu equilíbrio interno e surfe na ação correta, aquela que não machuca a sua criança e nem a criança interior dos outros, que compreende a grande teia e cuida de seus pensamentos, emoções e ações.
A ação correta traz a alegria, a magia e a arte de bem viver. Seja o macaco que flana entre as àrvores, criando as novas formas com alegria e brincadeira. Quem disse que não pode ser assim ????
E através da deliciosa energia de nossa criança mágica nós encontramos a águia, o serviço planetário, nossa missão de alma em comunhão com o Todo, na visão que vem do mundo do espírito e atravessa todas as camadas de ilusão com a precisão e a implacabilidade do ser que há muito, em todas as culturas arcaicas, simboliza o caminho de volta ao espírito, o intangível que guia o mundo visível.
yahow!
good surfing!
Wise Buffalo Woman
(agradecendo a Shirley Gomes por enviar esta mensagem sábia)


Oráculos

Setembro 18, 2008

Auto-tranformação: mensagem de chamada para uma nova vida.

O homem superior, corrigindo sua posição, consolida seu destino.

IIUUUPIII!!!!!

IIEEBBAAA!!!

vamos

nós

para

a

VIDA NOVA!

IIIUUPPII!!!!!

IIUUUPIII!!!!!

∞ IIEEBBAAA ∞

Na tradição dos Sangomas Thokosa não podemos jogar a Bhula (búzios) para nós mesmos, a menos que estejamos realizando um ritual de iniciação. Por isso, hoje tive uma surpresa desagradável em minha casa e recorri ao I-Ching e `as Runas para ter certeza sobre a reação que eu deveria tomar.

Como de costume, um oráculo confirmou o outro e, ainda bem, ambos confirmaram minha intuição. Já não fico mais pasmo com estas sincronicidades, mas resolvi partilhar.

Ambas respostas falam de mensagen divina. No I-Ching (50-Caldeirão) vem através de sábios e santos. Nas Runas (4-Ansuz), quem traz a mensagem é o mago Loki do panteão dos Deuses Escandinavos, que pode ser visto como um Heyoka: palhaço sagrado dos Nativo Americanos. Ambas dizem que chegou a hora da mudança e que teremos a ajuda de auxiliares fortes e competentes e de um novo sentido de família e solidariedade.


Técnicas Xamânicas de Cura

Setembro 5, 2008

Ahô Grande Mistério! Ahô Mãe Natureza!

Tekpankali y Carmen

Com as bençãos dos meus professores que, como eu, acreditam na Nova Era da humanidade onde alguns segredos podem ser revelados para o benefício de todos e a aliança dos corações e caminhos espirituais é uma benção …

Sanusi Credo Mutwa

Com o entendimento de que ter a coragem de contar o que antes era para poucos iniciados pode enfurecer algumas pessoas fortes e capacitadas mas que ainda não vêem a necessidade de ampliar o número de conhecedores destas técnicas…

Com a proteção de todos os ancestrais de minha família e das famílias espirituais ligadas pelo meu amor…

Com a humildade de saber que sou apenas mais um caminhando neste caminho, apresento o curso de

TÉCNICAS XAMÂNICAS DE CURA

Local: ENAc – SCLS 404 – A – 33 Brasília, DF
(61) 3322-4998 / enacdf@gmail.com

Ementa: Histórico; Uso do Xamanismo nas religiões e cotidiano; Apresentação e Prática de Técnicas e Rituais* Tradicionais da América, África e Brasil: Chanupa, Bula, Ugubusiso Amanzi, Florais da Amazônia, Pendulum Vivem, Kambô, Temazcal, Sibusiso Amanzi, Concentração e Heyoka.

Objetivos: Apresentar conceitos fundamentais, a ética e a história do Xamanismo; Apontar práticas Xamânicas usadas no cotidiano e em igrejas; Mostrar a semelhança das expressões Xamânicas da Terra, desde as cavernas até as cidades; Apresentar e Realizar as técnicas dentro da ENAC e na Natureza; e Promover o auto-conhecimento e o desenvolvimento da capacidade de cura.

Público: interessados em Xamanismo, profissionais e estudantes da saúde ou das artes.

Data prevista do curso: 20/09/2008 a 21/12/2008

Total de horas:  mínimo 30 horas e máximo 52 horas.

Carga horária: 10 encontros de 3 horas de duração. (20 e 27 de Setembro, 04 e 11 de Outubro, 22 e 29 de Novembro, 6, 13, 20 e 21 de Dezembro).
+ as seguintes Cerimônias optativas, realizadas fora da ENAC: Kambô ± 4h.; Temazcal ± 5h.;  Sibusiso ± 7h.; Concentração ± 6h.

Metodologia:  conversas, meditações guiadas e livres, rituais, dinâmicas de grupo, música, pintura, dança e teatro.

Material: computador e datashow, instrumentos sagrados, papel, tinta e adereços.

Valor: R$ 300,00 `a vista ou 2 X R$ 160,00

*Algumas Técnicas e Rituais são opcionais, de acordo com a Vontade do aluno. Algumas têm custo não incluso no curso. Florais – R$10, Kambô – R$30, Temazcal – R$30, Sibusiso – R$50 e Concentração – R$25.

◦    Heyoka – Cura pelo inusitado, pelo Humor. Presente, ou não! em todos acima mencionados com intensidade diferente e inerentemente latente em cada mente e até nos demente (sic!).

Breves resumos das Técnicas e Rituais:
◦    Chanupa ou Pipa Sagrada – Primeira Medicina (Lakota). O Cachimbo da Paz com ervas medicinais é fumado (sem tragar). Quem tem a Pipa na mão entra em conexão com o Grande Espírito e reza sua verdade, falando ou em silêncio.
◦    Bhula – O Sangoma (Pajé) faz o diagnóstico do consulente. Ancestral do ‘Jogo de Búzios’.
◦    Ugubusiso Amanzi – Sangoma/s faz/em a Benção da Água. Ancestral da ‘Água Benta’.
◦    Florais da Amazônia – Terapeuta receita Florais a partir de anamnese e leitura de Pêndulo.
◦    Pendulum Vivem – Retirada de arma/s e objeto/s de outra/s vida/s que ainda aflige/m o corpo.
◦    Skar Knop – Desatar os nós emocionais que aprisionam as pessoas a outras relações como amigos, colegas e familiares.
◦    Kambô – Medicina do Sapo. Terapeuta aplica a resina da rã em pequena/s queimadura/s na pele do receptor.
◦    Animal de Poder – Encontro com seu próprio animal através de viagem xamânica guiada pelo tambor.
◦    Temazcal ou Inipi – Em uma tenda recebemos o calor das Avós Pedras que foram aquecidas no Fogo Sagrado. Rezamos, cantamos e aspiramos o vapor de ervas medicinais.
◦    Sibusiso Amanzi – Sangoma/s celebra/m o Banho de Cura em água corrente. Ancestral da ‘Unção’ Judaica, do ‘Batismo’ Cristão e dos ‘Banhos’ da Umbanda e Candomblé.
◦    Concentração – Na Igreja do Santo Daime, consagramos a Ayahuasca, alteramos nossa consciência, rezamos, meditamos e cantamos hinos de louvor e ensinamento.

Facilitador: Guilherme Barcellos, Bacharel em Interpretação Teatral (Faculdade Dulcina), Mestre em Spiritual Psychology (University of Santa Monica, Califórnia). Humming Bird Medicine com Foster Perry, Florais da Amazônia com Mª Alice Campos Freire, Tai Chi Chuan com Chen Hai Mim, Kundalini Yoga com Guruh Singh e Kriya Yoga com Swami Sarveshwarananda. Membro do Conselho da Busca da Visão de Haroldo Ehecateotl (Fogo Sagrado de Itzachilatlan). Linha do Mestre Irineu e Padrinho Sebastião (Santo Daime). Sangoma Gogo Sebastião da linha Thokosa. Impande de Gogo Nomzimane (Zulú – África do Sul).


Gilberto Gil, Aquele Abraço!

Agosto 25, 2008

Gilberto Gil: a voz tropicalista por uma cultura digital aberta.

Tradução do post do fera José Murilo. Veja o post original.

Gilberto Gil deixou o Ministério da Cultura do Brasil. Ele diz que a música o chamou de volta.

Uma rápida olhada nas reações que apareceram esta semana nas manchetes da imprensa brasileira mostra que ela fala de um ministro-cantor que fez um trabalho passável em usar seu capital social para ampliar as ações do ministério em canais internacionais. O trabalho de Gil foi visto apenas como mais um dos ‘truques populistas’ de Lula para angariar apoio a si mesmo.

O aparente tom condescendente dos comentários e análises da mídia brasileira sobre o desempenho de Gil como Ministro não são absolutamente uma surpresa. Durante seu mandato, os canais de notícias basicamente ignoraram ou ridicularizaram algumas coberturas internacionais importantes tais como o artigo de 2004 da revista Wired, relatando a consciência acima da média sobre a importância da abertura entre os princípios da revolução digital.

Ele foi ridicularizado, realmente, em agosto de 2004 durante uma aula inaugural na Universidade de São Paulo (USP) quando declarou:

“Eu, Gilberto Gil, cidadão brasileiro e cidadão do mundo, Ministro da Cultura do Brasil, trabalho na música, no ministério e em todas as dimensões de minha existência, sob a inspiração da ética hacker, e preocupado com as questões que o meu mundo e o meu tempo me colocam, como a questão da inclusão digital, a questão do software livre e a questão da regulação e do desenvolvimento da produção e da difusão de conteúdos audiovisuais, por qualquer meio, para qualquer fim.”

Até aquele momento, havia um debate altamente carregado sobre a proposta do time de Gil em criar a (ANCINAV) (Agência Nacional do Cinema e Audiovisual) para ‘lidar o audiovisual como uma economia integrada e convergente, seguindo a evolução de novas plataformas tecnológicas‘. A poderosa mídia e as redes de TV foram rápidas e violentas na reação.

‘Xenófobo, autoritário, Estalinista, igual a Chavez e de estilo soviético’ foram xingamentos que Gil teve de aturar. Naquele tempo, Juca Ferreira — o sociólogo designado por Gil para ser seu sucessor como chefe do Ministério — conseguiu esclarecer o contexto que indicava a necessidade de uma agência reguladora no Brasil:

“No setor audiovisual, o cenário econômico é de reordenamento e aumento da concentração. Grandes companhias, com tradição restrita na prestação de serviços de telecomunicação hoje fagocitam empresas de cinema, comunicação, jornalismo e entretenimento, formando conglomerados interessados em ocupar novos mercados nacionais. São megaempresas que se aliam a seus Estados ricos de origem, ou a seus Estados pobres de destino, e atuam politicamente para derrubar o que elas chamam de barreiras. Lutam, em seus países, para flexibilizar leis anti-verticalização. Faz todo sentido… E é preciso que se diga, isso é feito por intermédio de burocracias de Estado, altamente competentes e aguerridas, que utilizam para isso todos os recursos que dispõem.”
Juca Ferreira em ‘Brasileiros debatem a regulação e a convergência da mídia’Global Voices Online

Googlar por conteúdo em Inglês sobre ANCINAV nos leva a um artigo protegido que permite leitura suficiente para entender a corrente e reconhecer o estilo de ataque. “A Motion Picture Association of America – Associação de Cinema da América (MPAA) ameaçou o Brasil com retaliação comercial se o governo continuasse com seus planos de criar a ANCINAV…”
Em meio `a artilharia pesada, e apesar de já estar compromissado na criação da agência, Lula sentiu a pressão e recuou, pedindo a Gil que continuasse a estudar alternativas.

Tudo isso aconteceu durante os primeiros meses de Gilberto Gil como Ministro, e ele aprendeu muito com o episódio ANCINAV. As metas continuaram as mesmas, mas a estratégia teve de ser reformulada.

Lessig com Gil @ WSF05 em Porto Alegre:

É assim que a democracia se mostra?

Talvez se chamar de hacker enquanto estava sendo atacado como ‘estalinista’ pela mídia local justo na ocasião de sua primeira empreitada como Ministro tenha sido a grande abertura da Tropicália vibração do movimento do seu pódio no governo.

A perspectiva tropicalista visionária é um legado do final dos anos 60 quando Gil e seu grupo estava descobrindo uma nova audiência global e experimentando com todo o tipo de fusões culturais. Pela primeira vez houve o reconhecimento de que os mesmos pulsos de modernidade estavam soando nas guitarras elétricas cosmopolitas do exterior e em grupos regionais do interior do nordeste brasileiro. A vontade de comunicar e misturar culturas foi a chave para o que veio a ser conhecido como tropicalismo.

O foco de Gil na ética aberta dos hackers para a cultura digital de hoje, quarenta anos depois, foi fundamental para uma mistura similar de culturas, parceiros, ritmos, códigos e complexidades. De sua própria maneira, ele conseguiu introduzir criativamente novas camadas e nuances conceituais ao seu discurso político, daí abrindo novo campo para o debate político sobre a cultura de massa, o mercado, a tecnologia, as tensões entre o contemporâneo e o tradicional, a regulamentação da propriedade intelectual, e mais.

Naquele momento, as sementes do que iria se transformar em alguns dos mais importantes projetos do mandato de Gil foram lançadas ao vento. Havia o empurrão pioneiro de trazer as licenças Creative Commons para o Brasil, que foram mostradas como um dos primeiros movimentos de Gil em direção ao processo de revisar as leis de direitos autorais brasileiras. Os frutos de tal debate foram com certeza refletidos na recente posição rígida (e bem sucedida) do Brasil na WIPO — the World Intellectual Property Association – Associação Mundial de Propriedade Intelectual, e na realização do Fórum Nacional para debater revisões na lei de direitos autorais, que está agora em andamento.

Outro movimento significante veio do engajamento de Gil em trazer de volta `a vida a Convenção da Diversidade Cultural da UNESCO. Enquanto opositores a chamaram com veemência de tratado “profundamente falho”, altamente protecionista, e uma ameaça `a liberdade de expressão, Gil trabalhou na possibilidade de que a iniciativa poderia resultar em um contraponto `a regulação da Organização Mundial do Comércio (WTO) em momentos de decisão sobre conflitos entre comércio e cultura. Em junho de 2007 o Ministério da Cultura promoveu um Seminário Internacional para debater implementações e ferramentas práticas para ativar os poderes da convenção em cada país.

O lançamento dos primeiros Pontos de Cultura como um programa concreto e uma vitrine da visão de Gil para a cultura digital foi amplamente reconhecido como uma grande idéia em termos de política cultural. Tudo começa com a seleção de um projeto, um processo cultural existente desenvolvido por grupos tais como tribos indígenas, grupos culturais em favelas, centros acadêmicos de universidades, ou similares. A “arquitetura” de um ponto de cultura é de estrutura simples e amplamente inovadora. Ele é criado com uma conexão de banda larga, infra-estrutura feita de equipamentos reciclados e, mais importante, com oficinas técnicas em software open source (de código aberto) de edição de áudio e vídeo, permitindo que grupos culturais digitalizem e publiquem sua criatividade dentro de licenças alternativas. O projeto mistura (1) software livre, (2) conceitos avançados de direitos autorais e (3) uma consciência de que a apropriação da tecnologia pelo povo é um movimento social emergente que apóia a dinâmica generativa da era digital. De acordo com Gil:

“É preciso recentralizar o que está centralizado nas mãos de poucos. As matrizes da indústria cultural não deixaram nada para as periferias. Por isso, hoje, o papel do Estado brasileiro na formulação de políticas públicas é empoderar as micro manifestações, para que eles se apropriem cada vez mais dos espaços públicos e que sejam protagonistas na proteção e promoção da diversidade.”
[Pt] Brasil lidera os países americanos nas politicas para as expressões artisticas – o Abismal

A única reclamação feita por Gilberto Gil no dia em que apresentou sua saída ao Presidente Lula foi em relação ao baixo orçamento do seu Ministério. Enquanto os críticos de Gil, a partir de posições diferentes, geralmente falam de boas idéias sendo pobremente implantadas, no site da gigante Rede Globo — que costuma representar o Ministro Gil como uma caricatura esotérica gaga e nonsense — 53% dos leitores votaram ‘terrível’ ao julgar sua gestão. Suas realizações encararam muita hostilidade.

Entretanto, a avaliação final que ainda está por ser feita sobre a gestão de Gilberto Gil no leme do Ministério da Cultura é se suas realizações são o bastante para nos levar a acreditar que a cultura pode ser vista como um local para o ativismo e a mudança progressiva da sociedade global ligada em rede.

Como consegue tocar com parceiros musicais totalmente diferentes musical parceiros, em qualquer lugar, sob todas as condições, Gil parece incorporar o ‘uso da cultura’ como uma ferramenta de comunicação que tanto permite quanto convida ampla participação. O convite para o exercício cultural é encontrado na vibração tropicalista de seus discursos sobre cultura digital:

Atuar na cultura digital é a concretização desta filosofia, que abre espaços para redefinir a forma e o conteúdo das políticas culturais, e transforma o Ministério da Cultura… Cultura digital é um novo conceito. Ele vem da idéia de que a revolução da tecnologia digital é cultural em sua essência. O que está em questão aqui é que o uso da tecnologia digital muda comportamentos. O uso comum da internet e do software livre cria possibilidades fantásticas para democratizar o acesso `a informação e ao conhecimento, para maximizar o potencial dos produtos e serviços culturais, para ampliar os valores que formam nossos textos comuns, e portanto, nossa cultura, e também para potencializar a produção cultural, gerando novas formas de arte.

Em discurso recente, o Ministro Gilberto Gil afirmou que iniciativas de Cultura Digital apresentam um instrumento revolucionário interno, e são capazes de assumir papel fundamental em desbancar a inércia de políticas tradicionais que têm excluído grande parte da sociedade da vida pública. Ele falou sobre um descontentamento de cima abaixo acontecendo em todos os lugares, que ele vê como um sinal muito positivo da emergência de um movimento político não-governamental que ele acredita ser um resultado direto e evoluído de forças culturais e não-culturais que têm aumentado sua habilidade de influenciar políticas públicas. Ele falou sobre ‘Peer-acy‘ [Peeracy em inglês brinca com a palavra Piracy – Pirataria; o novo termo é entre pares, amigos ou iguais – Peers].

Para aqueles de nós que trabalharam com ele, a perda é grande. Para ele, acredito que será ótimo se sentir livre novamente para se dedicar `a música. E uma coisa é certa: a gestão tropicalista de Gilberto Gil transformou o Ministério da Cultura.

Os tons e ritmos de sua liderança continuarão vivendo.

Aqui uma entrevista interessante com Gilberto Gil @ YouTube


Reclamar ou Amar?

Agosto 13, 2008

100 centenários (pessoas com cem ou mais anos de idade) foram entrevistados nos EUA: “Coloque em ordem de importância os fatores que você acredita ter influenciado sua longevidade.” O 3º fator mais citado foi o BOM HUMOR. De booua! A alegria recompensa quem presta atenção a ela ; ) Quem se importa com os outros 2 fatores para os longevos? Tá, então eu conto. No final deste conto…

Quem reclama mais?
por Tantan

A mídia escancara na violência, no mau agouro, perseguição…

Séries, novelas e filmes mostram um pouquim menos…

Podem reclamar, mostrar os podres e os ruins que acontecem, ou são inventados. Mas eu? Prefiro ver com atenção os que dão exemplos de virtude, mesmo que escorreguem aqui ou ali (em minha visão… limitada pelo ego). As coisas boas devem ser lembradas com carinho para que elas alimentem nossos corações. Um coração sadio também precisa de aconchego para continuar sadio. Bons exemplos, sendo elogiados ou pelo menos reconhecidos, são um ensino que levaremos conosco ad eternum. Quem reconhece uma boa ação de alguém é o maior beneficiário deste reconhecimento pois incorpora a vontade por detrás da boa ação.

Eu sou egoista, ou melhor, meu ego é egoista. O seu não é?

No egoismo do meu ego eu quero abrir-me para perceber e aprender com ações verdadeiras, honestas, adequadas, solidárias, compassivas, caridosas, justas, pacíficas, etc. Assim meu ego consegue o que quer: evoluir em direção `a positividade. Não interessa quem, quando ou o que me atrapalhe! Faço parecido com o brasileiro que foi agarrado por alguém, quase no final da corrida que estava vencendo. Ainda assim termino minha maratona com: no peito, o bronze e no semblante o ouro da paz. Belo exemplo!

Fazer o que né? Continuar, no matter what. Não importa o que apareça, eu quero continuar, e continuo. Percebi, ao longo deste 42 aninhos, que meu ego consegue sorrir para tudo o que passou. Percebi que os erros, meus e de outros comigo, foram o que tinham de ter sido para eu aprender a ser mais feliz. Beleza.

Melhor aprender com o que deu certo em minha vida e na vida das minhas outras relações. Estar atento `as demonstrações virtuosas dos humanos, tais como solidariedade, compaixão, caridade*, companheirismo, paz, honestidade, verdade, sabedoria, paciência… é ativar nossa Vontade de Vivenciar a Vida Vivendo Virtuosamente (VVVVV – 5Vs! Vitória). Por isso presto atenção nas boas ações que mostram alguma virtude, atos ou o modo de ser de pessoas, seres em pé (árvores e plantas, gente;) os 2 patas, 4 patas, pedras, fogo, água, céu… todas minhas relações me ensinaram e continuarão a ensinar enquanto eu tiver este ego. E depois também, se eu der o valor ao que aprendo. Não há professor, apenas aprendizes.

Desdizendo a última frase…  Há apenas mestres, pois tudo ensina a quem é um bom aprendiz. “Quando o discípulo está pronto o mestre aparece.” Há, há! O mestre aparece em todos os lugares, o tempo todo. Basta o aprendiz notar, prestar a atenção no exato momento agora – onde estão todas as respostas e onde está o mestre. Para bom navegador… meio Goo já basta.

Neste mundo não há segredo“, este trecho de um mantra espiritual do maranhense Raimundo confirma o “peça e receberás” de Cristo. Quer saber? Descobrirá? Pergunte o que lhe é mais importante e o universo responderá, pois você mesmo já sabe. Só falta se abrir para aprender as respostas. Vários ensinos intuídos por nossos antepassados foram provados científicamente muito tempo depois. Aprenderam como, se não tinham a tecnologia que temos?

Tudo ensina. Já perguntou algo ao seu coração?

Já ouviu o seu coração com atenção? Falo nos dois sentidos: físico, o tum-tum ou bat cum dum (pra quem gosta do samba) do músculo que dança em nossos peitos, e o emocional, o humor fluído – ou estagnado – dos sentimentos. Já prestou atenção?

Já perguntou o que o seu coração emocional quer? Todos querem amor. Mesmo os corações dos que taxamos ’sem coração’ só querem amor. É o que resume todas as virtudes, amor. Incondicional amor. Posso até não querer compartilhar a vida com pessoas cujos atos eu não valorizo, mesmo assim eu rezo para que tenham uma boa vida e um bom caminho. Gosto de desejar bem a todas minhas relações e de melhorar o modo como eu me relaciono com o mundo (aliás, os mundos). Por isso, além do amor, meu ego também quer aprender: noto e adoto bons exemplos.

E o melhor exemplo de virtude que eu conheço está bem perto de mim, no meu coração – meu papai. Ele sabe porque! Ou, melhor, os porquês!

Feliz Todos Os Seus Dias, Papai!

Ah, a longevidade… os fatores… a pesquisa…

Antes do BOM HUMOR – do qual meu papai é Mestre Aprendiz, sempre atento – os véin de 100 ou + anos disseram que o que mais ajudou a estarem ainda sadios foi em  1º lugar Bons Hábitos e em 2º Boas Relações de Amizade.

Taí, para quem quiser dar valor, hehe.  :o ))


Claudio Naranjo – Psicoterapeuta / Xamã

Agosto 4, 2008

Tive poucas mas fortes experiências com este gênio do amor, mas o que senti/sinto e o que ouvi/ouço falar a respeito desta sumidade

é só virtude de caráter e habilidade em auxiliar pessoas e grupos no processo da evolução psico-emocional-espiritual de volta ao amor universal – a força mais poderosa que conhecemos.

Eis um texto maravilhoso sobre o uso de psicodélicos em terapia: experience_with_the_interpersonal_psychedelics_english

E aqui, em Português (tradução livre feita por este Tantan) :o ))

Mais textos deste tipo, de vários autores, podem ser encontrados onde achei o deste post: aqui!


Curso de Clown em Brasília

Julho 25, 2008

:o )) Rir, rir e fazer rir – os melhores remédios e preservatidos da saúde :o ))

O riso e o sorriso desencadeiam a liberação e produção de endorfinas que são conhecidas como os hormonios da felicidade e da longevidade. O riso é bom para o físico, para a psique e para a alma. Procurar ser feliz é procurar cultivar qualidades, virtudes e bons pensamentos, tentando manter-se positivo e cercar-se de pessoas positivas. O médico clínico geral e homeopata Eduardo Lampert, autor do livro “Terapia do Riso, a Cura pela Alegria“, considera o riso como um grande estimulador: “O simples esboçar de um sorriso, o riso ou uma gargalhada bem gostosa – e quanto mais intensa melhor – cria uma onda vibratória que propicia de imediato um relaxamento corporal que se estende para todo o corpo, dando uma sensação de bem-estar físico, mental e emocional. Protege ajudando a nos prevenir de várias enfermidades”. O médico afirma ainda que quanto mais intenso, melhor. Mas que um simples sorriso, uma graça, situações cômicas, bons pensamentos, bons sentimentos, boas lembranças, palavras de apoio e incentivo já são fatores importantes à síntese das endorfinas. “É bom lembrar que sorrir nas adversidades é privilégio dos fortes”, completa.

Fonte: khatyaozzetti.blogspot.com


Cidadania

Julho 24, 2008

*”Cidadão não é aquele que vive em sociedade – é aquele que a transforma!”*
Augusto Boal

Uma oportunidade para praticar é participar do encontro da comunidade na cachoeira do córrego urubu amanhã 25/07 à partir das 17 h para comemoração do Dia Mundial de Amor e Gratidão às Águas (World Day of Love and Thanks to Water). O evento acontece em todo o mundo e foi inciado pelo cientista japonês Masaru Emoto que desenvolve importante trabalho sobre como sentimentos e emoções modificam as moléculas da água. Também no dia 25/07 é comemorado o Dia Fora do Tempo segundo o calendário maia. Participem e tragam alguma fruta ou algo para compartilhar…

Nos vemos lá!
Data: 25/07/2008 (sexta-feira -amanhã)
Onde: cachoeira do Córrego do Urubu – entrada pela chácara Murici (entrada pelo Portal das Águas)
Quem: todos que queiram ter um final de tarde agradável agradecendo às águas.
Equipe do Movimento Salve o Urubu

Rumi 3 Poemas

Julho 16, 2008

“Se não fosse o puro Amor,

então como eu poderia fazer existir

os céus?

Eu levantei esta esfera celestial

para você poder conhecer

quão sublime é o Amor.”

2

“O Amor de Alá é um oceano sem fim,

Onde os céus não são mais

do que um pouco de espuma.

Saiba que as ondas deste Amor

movem as rodas do paraíso

sem este Amor,

o mundo não teria vida.

Cada partícula,

plena com esta Perfeição,

se apressa em Sua direção.

Esta pressa diz, implicitamente,

‘Glória seja dada a Allah!’”

3

“Nem Cristão, ou Judeu,

nem Muçulmano, Hindú,

Budista, Sufi ou Zen.

Nenhuma religião, ou sistema cultural.

Eu não sou do Leste ou do Oeste,

não vim do oceano, nem do solo,

nem natural ou etérico,

nem composto de elementos de jeito nenhum.

Eu não existo, não sou uma entidade,

neste mundo, ou no próximo,

Não decendo de Adão e Eva,

ou nenhuma estória da criação.

Meu lugar é um não lugar,

um traço do não traçado.

Nem corpo nem alma,

eu pertenço ao Amado,

vi os dois mundos como Um,

e este Um

para chamar, e conhecer –

primeiro, último,

fora, dentro,

apenas este sopro,

soprando ser humano.”


Bom Humor é Preciso

Julho 11, 2008

“… Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades,  auto-estima, ausência de estresse.” F. Betto

Para preencher os 3 requests do Frei: use :) ou :) ) leve, humoroso, como ele escreve descrevendo a sociedade tal bardo Celta, tal xamã Zulú – verdadeiramente o que é!

DO MUNDO VIRTUAL AO ESPIRITUAL

Por Frei Betto

Monges da Escola do Dalai Lama de Budismo

Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, Monges da Escola do Dalai Lama de Budismo, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos em paz em seus mantos cor de açafrão. Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São  Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares,  preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já  haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um  outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: “Qual dos dois  modelos produz felicidade?”

Encontrei  Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: “Não foi à  aula?” Ela respondeu: “Não, tenho aula à tarde”. Comemorei: “Que bom, então de  manhã você pode brincar, dormir até mais tarde”. “Não”, retrucou ela, “tenho  tanta coisa de manhã…” “Que tanta coisa?”, perguntei. “Aulas de inglês, de  balé, de pintura, piscina”, e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: “Que pena, a Daniela não disse: “Tenho aula de meditação!”

Estamos construindo  super-homens e supermulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente  infantilizados. Por isso as empresas consideram agora que, mais importante que  o QI, é a IE, a Inteligência Emocional. Não adianta ser um superexecutivo se  não se consegue se relacionar com as pessoas. Ora, como seria importante os  currículos escolares incluírem aulas de meditação!

Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não  tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em  relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: “Como  estava o defunto?”. “Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!” Mas como  fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?

Outrora, falava-se em realidade:  análise da realidade, inserir-se na realidade, conhecer a realidade. Hoje, a  palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Pode-se fazer sexo virtual pela  internet: não se pega aids, não há envolvimento emocional, controla-se no  mouse. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga  íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizi­nho de  prédio ou de quadra! Tudo é virtual, entramos na virtualidade de todos os  valores, não há compromisso com o real! É muito grave esse processo de  abstração da linguagem, de sentimentos: somos místicos virtuais, religiosos  virtuais, cidadãos virtuais. Enquanto isso, a realidade vai por outro lado,  pois somos também eticamente virtuais…

A  cultura começa onde a natureza termina. Cultura é o refinamento do espírito. Televisão, no Brasil – com raras e honrosas exceções -, é um problema: a cada semana que passa, temos a sensação de que ficamos um pouco menos cultos.

A  palavra hoje é ‘entretenimento’; domingo, então, é o dia nacional da  imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se  apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a  publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é  o resultado da soma de prazeres: “Se tomar este refrigerante, vestir este  tênis,­ usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!” O problema é  que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que  acaba­ precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a  neurose.

Os psicanalistas tentam  descobrir o que fazer com o desejo dos seus pacientes. Colocá-los onde? Eu, que não sou da área, posso me dar o direito de apresentar uma su­gestão. Acho que só há uma saída: virar o desejo para dentro. Porque, para fora, ele não tem aonde ir! O grande desafio é virar o desejo para dentro, gostar de si mesmo, começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para  uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.

Há uma  lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Se alguém vai à Europa e visita  uma pequena cidade onde há uma catedral, deve procurar saber a história  daquela cidade – a catedral é o sinal de que ela tem história. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shopping centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingos. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas…

Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno… Felizmente, terminam todos na  eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do McDonald’s…

Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: “Estou apenas fazendo um passeio socrático.” Diante de seus olhares espantados, explico: “Sócrates,  filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: “Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser  feliz.”

Frei Betto é escritor, autor, em parceria com Luis Fernando Veríssimo e outros, de “O desafio ético” (Garamond), entre outros livros.